Perguntas Frequentes

1. Como funcionam os seguros?

O seguro é um contrato entre um indivíduo ou uma empresa (segurado) e uma seguradora. O segurado paga um preço chamado “prêmio” e a companhia fica responsável de pagar a eventual perda financeira correspondente, durante o período da apólice. A seguradora recebe as informações do segurado e através destes dados esboça um perfil do risco e calcula a perda esperada e o valor a pagar. É importante que o cliente não omita nenhuma informação fidedigna para que não ocorra nenhum prejuízo no momento do pagamento de um sinistro.

2. O que é franquia no seguro?

É o valor descrito na apólice que concebe a parte do prejuízo que deverá ser arcada pelo segurado por sinistro. Portanto, se o valor do prejuízo de algum sinistro não superar a franquia, a seguradora não indenizará o segurado. Somente ultrapassando o valor estipulado entre as partes.

3. O que é bônus no seguro?

Consiste no critério definido pela seguradora para permitir uma redução no valor do prêmio quando o segurado apresentar um número de anos sem sinistros. Portanto, quanto mesmo utilizar a seguradora em caso de acidentes, este bônus será acrescido na próxima vigência alterando assim o valor do seguro de maneira vantajosa.

4. O que caracteriza a indenização integral em caso de sinistro?

A indenização integral é qualificada quando os prejuízos resultantes de um mesmo sinistro atingirem ou ultrapassarem 75% (ou percentual inferior quando previsto na apólice) do valor contratado pelo segurado. Em caso de roubo ou furto do veículo sem que o mesmo seja recuperado, há também a indenização integral.

5. Qual o prazo máximo para receber a indenização?

A liquidação dos sinistros deverá ser feita num prazo não superior a 30 dias, contados a partir da entrega de todos os documentos básicos apresentados pelo segurado ou beneficiário(s). É essencial que o solicitante requeira à seguradora o devido protocolo que identifique a data do recebimento do aviso de sinistro e respectivos documentos.

6. A seguradora poderá recusar a proposta?

Sim. A seguradora tem o prazo de 15 dias para se pronunciar quanto à proposta solicitada, seja para seguros novos ou renovações, bem como para alterações que sugiram modificação do risco. Concluído este prazo, não tendo recusado, o seguro passa a ser considerado aceito. Caso contrário, a seguradora deverá comunicar e justificar ao segurado a não aceitação do seguro.

7. O que acontece se houver atraso nos pagamentos dos prêmios?

O não pagamento do prêmio nas datas previstas pode ocasionar a suspensão ou até mesmo o cancelamento do seguro, prejudicando também o direito à indenização. As condições gerais, na cláusula “pagamento de prêmio”, deverão informar em que hipóteses ocorrerão a suspensão e/ou o cancelamento do contrato em razão da falta de pagamento do seguro.

8.Por que eu preciso contratar a cobertura adicional de APP no meu seguro auto?

A cobertura adicional de Acidentes Pessoais de Passageiros (APP) tem o objetivo a indenização em caso de danos decorrentes de acidentes pessoais ocorridos ao motorista e aos passageiros, quando transportados em veículos de uso particular ou público, quando este for caracterizado exclusivamente por acidente de trânsito. Considera-se acidente pessoal o evento com data caracterizada, de origem externa, súbito, involuntário e violento, causador de lesão física que, por si só e independente de toda e qualquer outra causa, tenha como consequência direta a morte ou invalidez permanente total ou parcial do motorista e dos passageiros ou torne necessário o tratamento médico.

9. Existem bens que não são indenizáveis pelo meu seguro residencial?

Em geral alguns bens não são cobertos por este seguro e precisam ser segurados em apólices específicas, quando disponíveis. Como nos casos de joias, dinheiro, animais, obras de arte, automóveis, softwares, entre outros.

10. Meu prédio tem seguro de condomínio. Preciso contratar o seguro residencial também?

É importante entender a diferença entre o seguro residencial e o seguro de condomínio. O seguro residencial cobre o proprietário do imóvel da porta da residência para dentro. Já o seguro condominial cobre roubos, incêndios e outras ocorrências nas áreas comuns de prédios e condomínios. Também abrange acidentes e seguro de vida de funcionários. Para maior proteção e segurança do seu apartamento, além da estrutura do seu prédio, é necessário contratar o seguro residencial.

11. Qual a diferença entre o VGBL e o PGBL em um Plano de Previdência Privada?

VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres) e PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres) são planos por sobrevivência (de seguro de pessoas e de previdência complementar aberta) que após um período de acumulação de recursos proporcionam aos investidores (segurados e participantes) uma renda mensal, que poderá ser vitalícia ou por período determinado, ou até mesmo num pagamento único. A principal diferença entre os dois existe no tratamento tributário.

O PGBL é indicado para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda, porque permite deduzir da base de cálculo do IR até 12% da renda bruta anual. O desconto não é feito diretamente sobre o imposto devido, mas sobre a base de cálculo, ou seja, sobre o total dos rendimentos tributáveis do ano, até o limite máximo de 12% desse valor. Ao resgatar os recursos acumulados ou receber o benefício do PGBL, haverá cobrança do Imposto de Renda sobre o valor total (contribuições mais rendimentos) recebido. Já o VGBL, durante a fase de acumulação, não permite descontar o valor investido na declaração do Imposto de Renda. Em compensação, na hora de receber os recursos acumulados, o Imposto de Renda incidirá exclusivamente sobre os rendimentos. Ou seja, o valor acumulado não é taxado pelo Imposto de Renda. O VGBL é indicado para quem faz a declaração do Imposto de Renda pelo modelo simplificado, porque só permite o desconto padrão da Receita Federal.